Saluti, amici miei...Por aqui, tudo bem. A semana não foi lá muito tranquila, mas hoje eu me dei o direito de simplesmente me dar umas horinhas só para mim...
Segunda e terça passei a tarde e a noite na frente do computador terminando um artigo para o congresso da UFMS. Terminado, enviado, foi respirar um pouco e... começar a ler os textos para a minha aula da quarta do mestrado. Um livro de 170pg., mais uns textos de outros livros... total, umas 200 páginas para ler... de filosofia, história da arte, fotografia e tals. Consegui ler quase td, ficou faltando apenas um texto do Dubois e um do Foucault. Nada que fizesse falta realmente na aula, pois no final a professora acabou nem trabalhando esses textos.
Quarta, aula das 13:30 até as 23:30. Lá pelas 17h, o tempo fechou, td escureceu em questão de minutos, e começou o temporal.. chuva, trovoadas, muito vento, muito muito vento mesmo, chuva de pedras de gelo e td o mais q um temporal tem direito. Uma hora depois, o sol brilhava novamente, e encerrava o dia, como se nada tivesse acontecido antes...
Tá bom. Choveu o resto do dia. E eu dentro dakela sala, cadeira estofadinha, ar condicionado, barulho de chuva, gente apresentando seminário e só enrolando sem sair do lugar, foi dando um soninho... e a cadeira estofada já não estava tão boa assim, depois de 6h de aula (e ainda faltando 2h pra terminar.. rsrs). Quando a aula acabou, foi sair correndo para pegar o ônibus, ficar batendo um papo com a Paulinha até q o dela não chegasse. E depois levar o maior banho de chuva com o temporal de deu as 23h, enquanto eu estava no terminal, esperando o meu ônibus para ir pra casa. Cheguei ensopada... com frio (apesar de ter levado blusa e estar usando-a.. rs) e com raiva por ter esquecido o meu "Faz-me-rir" (lembra do meu projeto de guarda-chuva?) em casa... se bem q ele não ia adiantar muito .. com td akele vento, ele ia acabar virando do avesso e eu ficando molhada do mesmo jeito... kkkk...
E hj lá vou eu levantar cedo para ir dar aula. E volto para casa, agradeço mais uma vez por ter uma empregada diarista q às quintas-feiras vem fazer o serviço pesado daki de casa, almoço, e me dou o direito de matar a aula do curso de culinária saudável (não seria uma aula mesmo q faria eu me tornar vegetariana... kkk) e poder discançar um pouco. Deitei, pensei em tirar um cochilinho... e acordei com a minha irmã me cutucando, e me chamando para eu ir para a aula de francês.
Foi eu me arrumar para... simplesmente descobrir q não teria aula, pq a professora sofreu um acidente, tadinha.
Mas... enfim, estou de ânimo revigorado. A semana está sendo muito boa, apesar de não ter acontecido nada grande coisa. Simplesmente estou tranquila. Parece q td o q passou... simplesmetne passou, ficou para trás. Aquela coisa de vc viver a experiência, mas tb deixá-la ir...
Cada coisa tem o seu tempo. Simplesmente depois de td o q andei pensando nesses ultimos tempos... eu me libertei de coisas que me prendiam. Algumas eu me libertei por revolta, teimosia, e q talvez me faça um pouco de mal mais pra frente (ando um pouco rebelde com o meu lado espiritual, estou procurando muito mais uma filosofia q me ensine a ser alguém melhor do q práticas e rituais... por isso, ao invés de assumir um rótulo, estou tentando colocar em prática td akilo q aprendi com todas as religiões q já estudei... digamos q estou muito mais propensa para a filosofia do q para a religião... rsrs). Mas muita coisa q eu ainda me prendia por não entender... agora simplesmente ganharam um novo aspecto, e já não me afetam mais. Já posso dar risada de coisas q antes me magoavam.
Não sei se isso é amadurecer ou o q. Eu sinto q eu nunca serei uma pessoa realmente madura. Um dia eu já fui. Fiz o caminho inverso das pessoas normais. Quando criança, encarava a vida com uma seriedade anormal, levada por circunstâncias de perdas e traumas. Quando adolescente, via a vida como uma tortura, da qual eu queria me livrar o mais rápido possível. E ao mesmo tempo, eu via a vida passar, sem eu estar inclusa nela. Nunca vivi circunstâncias de adolescentes. E quando adulta... resolvo virar criança. Encarar a vida como um grande milagre, agarrar-me a ela com todas as forças, brigar com ela e com todos os q me recusarem a minha felicidade e o meu sucesso. E simplesmente faço algo q ninguém mais entende... rio de tudo. Td para mim é um motivo de piada, td é visto por um ângulo diferente, uma mania de ver o mundo pelo lado bom.
Muita gente não entende esse meu jeito de ser. Mas não me importo. Contanto que aqueles que amo me respeitem e me amem assim como eu os respeito e os amo... Contanto que alguém esteja lá, quando eu precisar, assim como eu busco sempre estar, quando alguém precisa de mim. Contanto que me sorriam, quando eu sorrio. E que me abrace, quando eu choro.
Esse mundo dá tantas voltas q as vezes me sinto um tanto perdida. Sem entender como vim parar aki. Não sei em q ponto exato minha vida mudou tanto para eu me tornar o q sou. Tenho algumas suspeitas, e pelo menos uma data específica eu tenho certeza absoluta (aquele dia em q alguém q eu amava muito foi arrancado de mim, e eu vi a sua morte tratada com sensacionalismo, como se aquele corpo não tivesse pertencido a alguém q amou, q era amado, q teve família, filhos e netos...). Mas depois disso.. já nada sei. E talvez isso nem seja tão importante assim... Saber como cheguei até aki me ajuda a entender quem sou, mas não me define.
Nada me define. Nem a mim, nem a ninguém.
Só sei q estou alcançando um grau de paz q nunca tinha sentido. Já não me importo mais com as brigas entre a minha família, as intrigas. Não quero mais saber de nada disso. Não quero ser afetada. Vivo do lado de fora da minha própria família, meu quarto é um lugar sagrado e isolado do resto da casa. E nos momentos em q me sinto sozinha, sempre quero voltar e encontrar os meus amigos, meus pais, q moram tão longe de mim...
Parece até q vivo uma fase mais egoísta. Meu espaço, minhas coisas, minha vida, meu sentir e meu pensar. Mas... acho q finalmente estou aprendendo a tomar conta de mim mesma... Parar um pouco de ficar me descabelando por problemas dos outros os quais eu não posso resolver. E aprendendo a lidar com os meus. Engraçado... agora q eu os encaro, vejo q eles não são tão grandes e nem tão assustadores assim. Lembro q eu tenho capacidade para vencê-los, mesmo sem eu ser grande coisa.
Se estou fazendo bem.. só o tempo dirá. Mas me sinto mais segura assim, vivendo este momento. Mais calma. Mais em paz. Mais forte e, ao mesmo tempo, mais terna.
É engraçado. Ao me centrar e me equilibrar, ao voltar para mim mesma.. redescobri como gostar das pessoas ao meu redor.
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2 comentários:
engraçado como a sra, desde pequena, gosta de se encarar como nao sendo grande coisa..> Poliana, eu nao ando com pouca bosta nao fia....Reconheci em vc grande potencial... entao vc eh grande coisa SIM. Qto a filosofia, eu sigo a minha desde pequeno, nada de cultos, religioes (apesar de dizer q pertenço a uma), eu encaro as coisas do meu jeito, Deus é aquilo que eu axo q eh... logo, tudo relacionado a ele assim será.
Qto a se afastar de problemas, se eles nao sao seus, nao eh ser egoista, é esperar que as pessoas tentem sair deles sozinhas.
Amadurecer eu creio q a gente nunca vai.. Mas nao viver num mundo de fantasia já eh uma superação... Vc se ve como uma pessoa capaz de acertar e errar... e consegue ver os outros assim tbem... isso é um poko amadurecer
Como me faz bem ler algumas coisas! Tira um pesão das minhas costas e eu fico feliz!
Te amo demais sua cabeçudinha!!!! Beijos e queijos!
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